19/12/2009

CORAÇÃO DE MENINO

Meninos não tem noção. E nem poderiam ter, pois se tivessem não sonhariam tão alto. Quando menino, nosso coração batia mais forte por coisas impossíveis, como por aquela menina linda, infelizmente cinco anos mais velha.
Os sonhos são sempre "sem noção" também. Um dos meus era ser caminhoneiro para poder dirigir aquelas lindas carretas da Scania. Hoje sei que não gostaria der caminhoneiro, mas ainda tenho paixão por caminhões pesados.
Para quem gosta do estilo europeu...

...e pra quem gosta do americano.




Compartilhe conosco seu sonho infantil e "sem noção".

17/12/2009

O QUE É COPENHAGUE?

Pontiac Firebird



Ford Mustang

Dodge Charger

Dodge Challenger

Chevrolet Chevelle

Chevrolet Camaro Yenko

Buick Grand National
Confessemos: dá pra lembrar da natureza enquanto apreciamos essas máquinas?

ASTON MARTIN CYGLOUCO


A dor ensina a gemer. A crise econômica está ensinando coisas interessantes às empresas com dificuldade. A Aston Martin aprendeu a ser flexível e não vender apenas esportivos caríssimos, mas compactos "premium" também.

Muito couro no interior nada discreto

O Cygnet é bonito e charmoso. As maçanetas das portas são embutidas (como nos DBs atuais), há - fúteis - entradas de ar no capô e a qualidade de construção é boa, como em todo Toyota. Isso mesmo, ele é um japonês com traje de grife inglesa, que em breve estará nas ruas.

Lanternas com LEDs e apenas quatro parafusos nas rodas, como em todo carro popular

O pequeno Cyg é uma boa idéia e concorrerá com Mini, Smart, 500 e companhia. Como minicarro é mais que aceitável; como Aston é detestável. Ele derrubará o prestígio da Aston, pois qualquer Skodinha dará uma surra nesse Cygnet.

Os Toyotas iQs, o carro-base, irão diretamente para a fábrica da Aston na Inglaterra. Receberão as mudanças externas e muito couro na parte interior. A motorização e os itens de segurança são os mesmos, já que o japonesinho ganhou cinco estrelas no teste de segurança.

Brabus Smart: muito mais esportividade e nem é um Aston. E ainda é econômico

É uma boa idéia, mas para quem quer apenas chamar atenção. Um playboy qualquer ficará orgulhoso de estar um Aston, mas um entusiasta preferirá um Smart preparado pela Brabus, pois tem tração traseira e um ar mais esportivo. Não dá para imaginar James Bond pilotando um carrinho de três metros.

Nas crises é preciso muita personalidade para não perder valores importantes. O Cynet é um carrinho muito bonito, bom e interessante. Mas é meio maluco quando lembramos que é um Aston.

A primeira aparição

16/12/2009

KIA VENGA


Olhando bem dá para ver traços da nova Meriva

Painel esportivo

Monovolumes são carros complicados para desenvolver e não vendem muito. Mas a Kia, que está com uma vitalidade de causar inveja, fez a sua. A Venga consegue ser familiar sem ser "mamãe" demais.

14/12/2009

TEMPERO FORTE; REJEIÇÃO INEVITÁVEL


Os Alfas são carros rejeitados pelos normais e amados por nós, os loucos. Para um cidadão comum, que nunca ouviu falar em carro italiano, aquela peça tringular entre os faróis parece uma loucura de xuning ou uma aberração, pois ele prefere um conservador V sobre um W. Mas Alfas são especiais.

As mulherem o chamam de "fofo"; nós ficamos sem palavras

Especiais porque qualquer marca oriental chega ao patamar de um Cadillac, mas nenhuma copia o tempero italiano (por mais que tente, nenhuma gaúcha faz Pato no tucupi como uma paraense...). E é por esse tempero distinto e quase incopiável que a centenária marca (não mais empresa, pois está sob o domínio da Fiat) sobrevive.

O coração da Alfa está bem destacado no 156

Quem compra um 159 não quer simplesmente um sedã de luxo, mas um Alfa Romeo (primeiro ele escolhe a marca, depois o carro). Gosto de carros assim, cheios de personalidade.

Um hot hath muito bonito e sem exageros

Claro que tudo que tem personalidade forte sofre de rejeição. Os brasileiros são conservadores demais na escolha do carro. Outros problemas que afetaram a marca foi a adaptação de tanta esportividade ao asfalto medíocre que existe no Brasil e a Fiat, que não a representou bem porque só sabe fazer e vender produtos econômicos.

"A estrada é a minha diversão"

11/12/2009

SUBARUS DE RALI EM IMAGENS












09/12/2009

SUBARUS EM IMAGENS

Muito falamos sobre Subarus e eis as fotos de alguns (1280x800 px).

Impreza

Vivio

SVX

Baja (para o mercado americano)

Outback

Leone (que popularizou a tração integral)

Legacy

Impreza

sempre Impreza...

Brat

Alcyone

07/12/2009

CEGUEIRA TOTAL



Os motoristas de antigamente desfrutavam de boa visibilidade quando dirigiam em ré. Os automóveis tinham cintura (linha na altura da base das janelas) baixa, janelas quase na vertical e coluna fininhas. Mas hoje está tudo diferente.

Por duas vezes vi motos derrubadas no estacionamento por causa da falta de visibilidade dos carros atuais. A primeira vítima foi uma pobre Biz, atingida por um insensível Crossfox. Sofreu alguns arranhões e trincas na carenagem. A segunda vítima foi uma Titan, que não sofreu nada, e o agressor foi um Fox (coincidência?).

Nos dois incidentes apenas bens materiais foram atingidos; mas poderiam ser crianças. Antigamente não existia luz de ré; porém, também não existia populares com janelas minúsculas e um estepe pendurado logo atrás.
Coloque as crianças no banco traseiro quando for manobrar ou sair da garagem. Assim elas estarão seguras e você, despreocupado.

02/12/2009

Mais um sucesso da Volkswagen


Quando a Volkswagen decidiu entrar no ramo de caminhões muita gente torceu o nariz. Diante de nomes tradicionais, como Chevrolet, Ford e Mercedes-Benz, o que faria uma fábrica de simples e antiquados carros populares?

A falta de tradição se transformava em defeitos fúteis; mas o nome Volkswagen falou mais alto e os caminhões fizeram sucesso, disputando os primeiros lugares com os Mercedes.

E a VW quer surfar em novas ondas.

Em breve a marca colocará no mercado uma nova concorrente para as luxuosas Hilux, Frontier e L200 Triton. É a Amarok. Com um conjunto bonito, agressivo, moderno e eficiente, a picape terá na carroceria um símbolo de resistência, baixo custo de manutenção e mercado fácil. Sucesso fácil.

Nos anos 80, que apostaria no sucesso dos caminhões VW?

01/12/2009

O CrossFox deles...

O CrossFox "à estrangeira" tem tração integral e motor boxer com Turbo (Subaru Outback Sport).

30/11/2009

Assista e compare

Compare a segurança do novo Cruze com a do pequeno e antigo Aveo.




Acima está o Chevrolet Aveo. O desempenho dele foi inferior ao do Fiat Siena, de um projeto bem mais antigo.

Aqui está o Chevrolet Cruze. Ele surpreendeu e superou concorrentes.

26/11/2009

Um novo e interessante Caddy

O nome Cadillac não é comparável ao Lexus, Infiniti ou Acura. Talvez, nem Lincoln. Ele é mágico, inspira coisas interessantes, como Mercedes, BMW e Jaguar. Ele tem história, construiu-se com o tempo; surgiu do barro. Por acaso algum Lexus foi banhado de ouro ou teve 16 cilindros?

A empresa Cadillac não se importa com a Soberba ou a Preguiça, que fazem parte dos pecados capitais. Ela quer, acima de tudo, que seu motorista pouco se esforce enquanto exerce a confortável função de motorista e ainda se orgulhe de estar em algo extremamente valioso, belo e distinto.

O novo CTS Coupe parece ser distinto dos outros Caddys do passado. Não que ele fuja da personalidade de uma marca orgulhosa; mas por ser europeu demais. Ao invés de uma carroceria com três volumes bem definidos, balanços grandes, suspensão "à gelatina", ele tem, ao revés disso, dois volumes, aparenta ser curto (apesar dos quase cinco metros) e é tão esportivo como qualquer BMW. E ainda tem opção pela tração integral, como um bom nipônico.


24/11/2009

Wallpapers com Ferraris populares

























19/11/2009

O redentor da Cadillac


Os Estados Unidos criaram uma cultura de dar água na boca de qualquer empresa ambiciosa. Uma cultura consumista e exigente. E foi através dessa cultura que os americanos fortaleceram suas empresas (vê-se Coca-Cola, Ford, GM, General Electric, et cetera e etc.).

A GM ajudou a criar e viveu os tempos dourados (recentemente ela vive os tempos amargos...). Camaro, Bel Air, Buicks, Caddys, Olds, GTO e uma outra porção de produtos famosos, desajados e lindos. A empresa era corajosa, criativa, enfim, audaciosa. No entanto, esqueceu o passado de glória e as raízes depois que ganhou o trono de maior empresa. Fez como o piloto que está com muita vantagem: tem cuidado nas curvas, freia por bobagens, foge de riscos, esquece a emoção.

A tração dianteira e o conservadorismo exagerado foram cruéis com as marcas de prestígio da GM. A Oldsmobile chegou a ponto de receber extrema unção e esperar a morte por ter se tornado uma "fábrica de produtos para terceira idade". A Pontiac, uma marca esportiva, abandonou os V8 que a consagrou e a aparência dos Buicks ficou tão comum que qualquer coreano eram mais atraente que eles.


A Cadillac cresceu vendendo aos consumistas que buscavam status (uma palavra diretamente ligada ao mundo capitalista). Mas aquela cultura, justamente aquela que a fez crescer, também fez brotar inveja nas competentes fábricas alemãs, que desejaram estar no maior mercado automotivo do planeta. E aproveitaram as falhas da GM.

A Mercedes-Benz, com todo seu poder, e a BMW, com poder e algo mais, puseram os pés nos Estados Unidos e ofereceram aos americanos o que eles não tinham mais em Cadillac e Lincoln: emoções fortes.


Um Eldorado já não acelerava corações. Estava obeso, careta, tolo. Qualquer nipônico metido a carro de luxo era mais interessante que uma banheira com quase seis metros e tração dianteira. E por lembrar dos nipônicos, os japoneses tomaram mercado das marcas da casa.

Mas os chefões americanos não gostaram. Ver a Toyota fazendo um LS melhor que um Deville é como um novaiorquino ver um chinês jogador de ping-pong dar enterradas contra Michael Jordan.


Mas a gigante resolveu levantar-se da poltrona e ir resolver seus problemas. O Escalade pode ser considerado o primeiro produto do novo período da Cadillac. Baseado na série Denali da GMC, o Escalade tornou-se um sucesso imediato. Mas não aumentou o apelo tecnológico da marca.


Isso ficou nas mãos de um sedã com tração traseira, porte médio - para os padrões americanos - e apelo ecológico, propiciado pelos motores eficientes e menores. Esse sedã é o CTS, que trouxe a Cadillac de volta ao grupo de marcas de carros luxuosos e esportivos.

O CTS foi crucial para a guinada. Uma nova plataforma, chamada Sigma, foi desenvolvida exclusivamente para ele. Os concorrentes eram fortes e vinham da Acura, BMW, Lexus, Mercedes, Audi, Lincoln e Infiniti. Surgiu como um carro esperto, com opção pelo câmbio manual (algo que a Cadillac não havia anos).


E para reforçar a esportividade, uma divisão esportiva. A V-Series mudou completamente a reputação da marca. O primeiro CTS-V uniu o motor LS6 do Corvette Z06 a uma carroceria espaçosa. As rodas com seis parafusos e as linhas fortes eram as marcas dessa versão.


A segunda geração já gozava de prestígio entre a imprensa. A Sigma II era a nova plataforma. O desenho estava mais tradicional, mas com muita personalidade. Injeção direta nos motores a gasolina e excelentes Diesel estavam no novo cofre.

O CTS-V tornou o melhor sedã esportivo da atualidade, não apenas pelo motor V8 de 556 cavalos, mas pelo comportamento superior ao M5, que foi, por anos a fio, o quatro-portas mais rápido. E em breve será também a station mais rápida e um supercupê.

A GM era conservadora e medrosa. Mas sempre teve conhecimento e sabe fazer carros; só não estava se empenhando.

12/11/2009

Uma avaliação (teste) diferente


Não sou homem bruto. Confesso leve queda por assobio de turbina e espirros em frenagens. Porém, detesto fumaça preta e falta de prumo em curvas.

Mas não é todo dia que se tem a oportunidade de guiar uma Chevrolet D-10, uma picape dos anos 80. É um veículo bruto, deselegante e, em contrapartida, diferente de tudo que está no mercado. Depois de guiar um Golf e um Mille Way quis experimentar algo que não fosse silencioso, confortável, ágil ou prático.

Aproveitei um feriado para ser o motorista de um senhor, função que quase sempre é feita pelos seus filhos. Esse senhor viu passar 80 anos na sua vida e 30 automóveis nas suas garagens, entre picapes, sedãs e peruas. Nunca guiou algum deles e sempre dependeu de alguém para acompanhá-lo nos negócios de compra de gado, carneiro e bodes. Naquele feriado fui, com o senhor proprietário e um colega dele, buscar um garrote (bezerro de dois a quatro anos de idade, ou do tamanho de um) num sítio a 15 km da cidade que estávamos.


A D-10 tem pintura saia-e-blusa: marrom-claro na parte superior e verde-escuro na inferior. A carroceria de madeira é comprida e deslocada para trás em relação ao eixo traseiro. As rodas de aço são de e o volante é de Opala SS – original, talvez.

A aparência está desgastada pelos trabalhos grosseiros, o parabrisa está cheio de arranhões e os bancos são adaptados. Os freios estavam com problema e a direção hidráulica, outra adaptação, precisava de óleo constantemente (num próximo post falarei sobre outra avaliação “de risco”). Um carro mantido por gente desleixada.


Longe de ser um utilitário esportivo, a D-10 tem a altura de um. Sua cabine é espaçosa em largura, mas muito apertada em comprimento e altura. Os vidros laterais são pequenos e quando abertos não facilitam a entrada de ar. O parabrisa é largo e tem cantos curvos, que ajudam nas manobras à frente, mas é baixo demais.

Antes da hora de dar partida no bom e velho motor (um Perkins) conferi o câmbio. Sua alavanca, muito comprida, segurava a manopla original. Dei partida no motor, que funcionou expelindo um tufo de fumaça. A cabine balançava e minhas pernas ficaram ansiosas para “cutucar” aquele motor. Recolhi o freio de estacionado, do tipo torcer e empurrar (como na Kombi), e tirei da inércia aquele elefante desajeitado.

O suor escorria e um toca-CD me esperava. Música e carro formam uma combinação perfeita. Achei um minúsculo botão de nome Mute e liguei o aparelho (Aiwa), que prontamente soltou a voz de Luiz Gonzaga, o cantor preferido daquele bom senhor.

Muito ouvi falar sobre a potente C-10 e seu seis-em-linha a gasolina. Resolvi esquecer tudo sobre motor e acelerar aquele preguiçoso Perkins de quatro cilindros e 3,9 litros. Aspirado, tem cerca de 77 cavalos. Parece pouco, mas o importante é torque e isso esse motor tem sobrando.

O câmbio é do tipo seco, sem óleo. Tem engates longos e duros. As relações de marcha privilegiam o trabalho, pois a primeira é excessivamente curta (6,32:1), a segunda equivale a uma primeira – nos carros normais – (3,09:1), a terceira é normal e mais usada (1,69:1). A quarta é muito longa (1:1) e só é usada em rodovia. A relação de diferencial é 3,15:1.

Colocar um monstro daquele na cidade é um tédio. A visão é péssima, apesar dos grandes retrovisores. O barulho do motor também incomoda. Um educado motorista que tentava avisar-nos sobre a porta do passageiro semi-aberta teve que gritar para ser ouvido.

AO VOLANTE

Não esperei o comportamento de um Ford Ka, mas me surpreendi com o comportamento dessa gigante. As reações são inesperadas e um motorista desatento poderia ter feito besteiras se fosse repetir as besteiras que fiz.

Na cidade a D-10 parece uma louca na joalheria. Tem visibilidade péssima (como quase todo carro dos anos 50) e é muito grosseira. Além de ser lenta de direção, padece do mesmo mal que a F-1000: suspensão dianteira mole.

Fui desviar rapidamente de um buraco (ou era uma cratera, não sei) enorme e arregalei os "zóio" de medo. Os pneus dobraram e a dianteira afundou na manobra. Eu pensava que o 147 era inseguro...

A rodovia não é a praia da D-10; muito menos a cidade. Os sítios com estradinhas planas e empoeiradas são o habitat dela. Entrei num caminho estreito, porém lisinho, e me mandei. Engatei a terceira e deixei. O torque exagerado faz com que a picape rode tranquila por vários minutos, sem perceber aclives (e devido aos freios, assustar-nos em declives).

Luiz Gonzaga já estava roco de cantar alto e não ser ouvido. É até difícil conversar com o motor acelerado. Além disso, outra coisa que causa desconforto são os buracos. A D-10 balança, pula e quer perder o controle quando avista algum caminho ruim. E aquela picape que dirigia tinha (já foi consertado) problemas sérios.

Um era a direção hidráulica com vazamento. Estava tão dura que não regressava ao centro. O outro problema estava nos freios, que não tinham força e não distribuiam a pressão correta entre as rodas. Numa freada forte, a D-10 tinha tendência de dançar e se jogar para os lados.

Mas se não fosse o barulho e os riscos não teria sentido a mesma emoção. É interessante conduzir algo averso aos carros atuais.

OS PEQUENOS DETALHES


As portas são leves para abrir e um pouco pesadas quando encontram alguma canela boba; elas não param em pontos predefinidos. A leveza para abrir os vidros pode ser comparada à do Fiat Mille. Outra coisa que achei interessante foi a trava da porta anexada à maçaneta. Para abrir/travar a porta basta levantar/abaixar a maçaneta.

Por fora o que chama atenção dos atentos são os faróis selados. Eles não possuem lâmpada e refletor separados, mas o farol é a própria lâmpada. O filamento fica dentro do farol hermético, entre o refletor e a lente de vidro.

Tá bom de detalhes, vamos ao garrote.

O GARROTE

Amarramos o garrote e puxamos até a D-10. No caminho, olhei nos olhos dele e tentei decifrar o que estava pensando. Talvez ele percebeu que me preocupo com a natureza. Ficou me olhando e, talvez, tentando me dizer:
"Veja, eu não sou um grande poluidor. Pelo menos eu, que só gosto de alimento orgânico (capim, milho e outras coisas naturais). O carro que andas polui muito mais que eu. Não me culpe se meus colegas matogrossenses e goianos poluem muito."

Dei razão ao pobre garrote sertanejo. Os responsáveis pelos 15% do efeito estufa são os gados crescidos à força, com hormônio, muita água e que soltam muito esterco. Aquele coitado mal recebia ração.

Colocamos o garrote na carroceria e fomos embora. Dirigia com se estivesse no controle de um caminhão de ovos, com medo de derrubar o animal.

A NOVA UTILIDADE

As picapes atuais não nascem exclusivamente para o trabalho – ou mais voltado a ele. Os modelos são quase “carros urbanos”, com suspensão traseira e pneus flexíveis, ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de alumínio e aptidão para transportar cinco passageiros. Não era assim na época da D-10.

A GM até tentou colocar a D-10 com cabine dupla no mercado dos anos 70. Era como a Fiat Strada, com duas portas e pouco espaço. Mas aquela época não era o momento ideal, pois os utilitários não representavam poder no trânsito.

Trabalhar é a única função da D-10, principalmente dessa que possui carroceria de madeira. O motor é muito econômico, pois faz em média 10 km/L, e forte. O câmbio bem reduzido é bom quando tem peso na carroceria. No entanto, os freios não são exemplos de eficiência e o motor é muito barulhento.

O formato da Chevrolet é típico de veículo de carga do século passado. Tem cabine maior que a caçamba. Isso é um grande prejuízo, pois se a função é transportar carga, o aproveitamento de espaço é fundamental. Passar o dia inteiro vendo um capô longo que balança não é nada agradável, e ter que dar um monte de viagens, gastando mais óleo, é pior ainda. O Hyundai HR é o veículo perfeito para transporte de cargas, pois é pequeno, forte e sua caçamba não é prejudicada pela cabine. Por isso que ele faz sucesso.

Hyundai HR: configuração ideal para o trabalho

Uma configuração melhor ainda

Quem quer conforto que vá para Hilux, Frontier e Triton. Picape grande não rende no trabalho e nem oferece conforto nos passeios. Por isso que Silverado e GMC 3500HD se foram e F-250 não faz sucesso como a antiga F-1000.



GOSTINHO BOM

É até emocionane um passeio num veículo perigoso e desconfortável. Valeu a experiência com transporte de animais e com freios ruins. Fiquei até com vontade de fazer um novo favor ao senhor.


A próxima experiência será interessante também. Aguarde.


Ficha técnica - Chevrolet D-10

Motor: Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, diesel, refrigerado a água; diâmetro e curso dos cilindros, 98,4 x 127,0 mm; cilindrada total, 3868 cm3 taxa de compressão, 16,01:1; potência máxima, 78 CV (57,4 kW) ABNT a 2800 rpm; torque máximo, 25,4 mkgf (249,1 Nm) ABNT a 1450 rpm; combustível: óleo diesel.

Transmissão: Monodisco a seco de acionamento mecânico; câmbio de quatro marchas sincronizadas para a frente e ré, com alavanca de mudanças no assoalho; tração traseira.

Suspensão: Dianteira, independente, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos; traseira, de eixo rígido, com molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos telescópicos.

Direção: Mecânica, de setor e rosca sem fim. Redução 24:1.

Freios: A disco na frente e a tambor atrás, de acionamento hidráulico, com servofreio; freio de estacionamento mecânico atuando nas rodas traseiras.

31/10/2009

As brincadeiras atuais


Vez e outra analiso minhas responsabilidades. Não tenho tempo "para perder tempo", como tinha até os treze anos, antes de começar a trabalhar. As vezes o coração aperta por causa da saudade. Mas crescer e ficar velho é inevitável.

Sempre desejei ser grande - como todo menino - para poder dirigir, trabalhar e namorar. Esperei amadurecer o suficiente para me engajar na vida corrida e desde os treze anos conheço o estresse e o medo de trabalhar em cidade grande. Oh, saudades da infância...

No entanto, fui criança até os quinze anos. Na verdade, ainda sou criança. Procuro manter aquela que está entre as maiores virtudes da infância: a imaginação.

Não me conformo com as brincadeiras dos meninos atuais. É pipa (ou papagaio) que degola motociclistas e prejudica a visão; jogos virtuais que não propiciam aventuras; jogos orientais, geralmente em forma de cartas, que levam à violência física; e desenhos idiotas que alienam. Enfim. Nada que force a imaginação ou crie desafios saudáveis.

A imaginação é a peça-chave para tornar a brincadeira mais divertida e útil na formação da criança.

Estar em contato com a natureza é muito bom para a formação mental e física da criança. No verde ela aprende a cuidar das vidas frágeis, sobre a importância do natural, desenvolve anticorpos e coloca em prática o que aprende na escola. Andar de bicicleta e sentir o ar úmido e limpo (não sou ecologista, mas sou muito sensível à poluição) é algo que não tem preço. Mais precioso fica se o fizer com a cabeça em Travis ou Rossi.

Mas nem estes e nem Schumacher são os maiores heróis dos meninos. O pai sempre é o maior. Sempre brinquei de carrinho me baseando nas manobras que meu pai sabe fazer. Ele não é um piloto profissional, mas eu o considerava o melhor motorista do planeta. Ele me deu poucos brinquedos, mas sempre me ensinou a brincar como criança.

Pegava meus carrinhos de ferros, semelhantes aos da Hot Wheels, e construía uma cidade imaginária. Só havia os carrinhos e muitas pilhas, provindas de um carrinha de controle remoto do meu irmão. Toda a cidade ficava na minha cabeça. E brincava assim por horas.

Fui crescendo e conhecendo novos brinquedos. Com minha primeira Ferrari F50 a controle aprendi a fazer baliza. As pilhas usadas faziam o papel de cones. E até fazia disputas com a família.

Gastava boa parte da mesada com pilhas alcalinas, que sempre foram mais caras, mas davam maior desempenho. E na busca por desempenho e emoção coloquei fita isolante, usada em fiação elétrica, nos pneus traseiros. Com elas podia dar belas derrapagens!

Cheguei à loucura de inserir mais duas pilhas naquele brinquedo. Liguei-as diretamente no motor para não sobrecarregar a placa eletrônica. A F50 virou um canhão!

Uma Ford F-150 com rodas de Ferrari F-50

Sempre procurei desafios. Costumava comprar carrinhos baratinhos para modificar. Meu primeiro tuning foi num Golf de R$ 1,99, daqueles coloridos. Pintei a carroceria dele na cor prata (era o spray que estava "dando sopa"), as rodas na cor preta e rebaixei-o. Ficou tão bonito que um marmanjo me comprou por R$ 5.

De um colega comprei bancos tipo concha, quadro rodas e um volante de uma Ferrari F50 quebrada e que fora brinde dos postos Shell. A pobre coitada ficou meses nas mãos de uma garoto descuidado. Comprei os restos do brinquedo e aproveitei algumas peças para colocar numa Ford F-150 SVT Lightning, que ainda está em meu poder.

Bancos tipo concha e pneus assimétricos...

Entretanto, nem brincar de carrinho as crianças sabem. Esqueceram o "sonho de ser adulto" e "brincar sério". O "faz-de-conta" ficou no passado. Hoje a infância acaba aos oito. Isso é ridículo. Meninos que antes "detestavam" meninas aprenderam um tal de "ficar" e que carrinho é coisa de bebê...

Me lembro de um primo mais novo. Ele sempre gostou de brincar com brinquedos simples e detestava aqueles exóticos, cheios de peças e cromos. Sua imaginação era muito fértil. E com dez anos ainda era uma criança feliz, inocente e sábio, bem diferente dos colegas.

O que faz a diversão não é o valor do brinquedo, mas a cabeça de quem brinca com ele

Os pais precisam resgatar as brincadeiras que fortalecem o intelecto da criança. A criança precisa de aventuras, nem que sejam apenas dentro de sua mente. Criança não pode fazer papel de adulto.

Não acho que minha infância foi perfeita. Só acho que as crianças atuais estão seguindo um caminho muito prejudicial à própria humanidade. Infância sem inocência, sonhos, imaginação e brincadeiras não é infância; é um pesadelo.
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Fotos de Diego de Sousa