8 de out. de 2020

9 Acessórios que deixam o carro menos "basicão"

Meu primeiro carro, comprado usado, veio com alarme da Olimpus e aparelho de som da H-Buster, ambos de qualidade mediana. O melhor "acessório" dele era o ar-condicionado de fábrica, que descobri ser da Denso quando precisei desmontar, mas sobre isso falo adiante.

Me incomodava a falta de conta-giros e de ponteiro de temperatura, o quadro tinha apenas ponteiro de combustível (bem louco) velocímetro e odômetro total -- não, não tinha odômetro parcial. Por anos quis instalar o painel do Palio 16V, mas achava que 200 reais era dinheiro demais.

Faltando dois anos para vender decidi fazer alguns upgrades: instalei o break-light do Mille 2008, vidros elétricos na dianteira e uma luz de teto. Por conta dessa luz também coloquei interruptores em cada uma das quatro portas. Outro acessório muito útil foi abertura interna do porta-malas, cuja alavanca foi encontrada na sucata.

No vídeo abaixo elenco 9 acessórios interessantes para deixar seu popular mais interessante, todos muito baratos e disponíveis para os carros mais populares.

28 de set. de 2020

Volkswagen Nivus Highline no Teste (em vídeo)


Difícil ficar surpreso com algum lançamento recente, o último que me deixou empolgado foi o do Corolla 2020 por conta do aspecto externo assentado e do interior moderno -- o Duster me decepcionou um pouco, o HB20 me conquistou apenas pelo interior, como mostro nesse vídeo (link). Mas o Volkswagen Nivus foi diferente.

Primeiro porque gostei do visual, é diferente do que se vê hoje e lembra um pouco o formato do Pointer, referência que fiz lá no lançamento em junho. E apesar de toda a herança do Polo, tem um conjunto interessante. O motor disponível é o 1.0 TSI de 116~128 cv e 20,4 sempre combinado ao câmbio automático Aisin de seis marchas com opção de trocas manuais na alavanca ou no volante, esta última  opção exclusiva da versão Highline.

Foi esta a versão testada. Por R$ 98.290 ela entrega itens exclusivos como ar-condicionado digital, Active Info Display, bancos em padrão couro e piloto automático adaptativo, conhecido pela Volkswagen como ACC. O dispositivo faz o Nivus acompanhar o fluxo do trânsito, acelerando e freando sem intervenção do motorista. No vídeo explico como funciona.

É verdade que o Volkswagen Nivus Highline é caro, mas a concorrência não está distante. O Renault Captor Bose sai por R$ 106.490 e o Nissan Kicks SL por R$ 109.490. O Chevrolet Tracker é colocado como concorrente principal e sua versão intermediária sai por R$ 95.890. Nenhum deles tem o piloto automático adaptativo. 



7 de set. de 2020

Sandero e Logan 2022 revelados!


A Dacia revelou a terceira geração de Logan e Sandero e surpreendeu quem estava impressionado com o novo Duster, que já ficou defasado por ser derivado da segunda geração daqueles modelos. A nova família Logan iniciada em 2004 incorpora tecnologias inéditas como frenagem automática de emergência e chave presencial para acesso e partida.

Mas o maior impacto está no design, que deixou o estilo orgânico típico de carros focados em custo-benefício. A Dacia diz que os carros continuam focados no que os clientes desejam, e é claro que o design faz parte desses desejos. Enquanto o Sandero exige para-lamas abaulados com musculatura, o Logan assume silhueta fastback como o Chevrolet Prisma/Joy.



3 de set. de 2020

Corolla 2003 a 2008, um ótimo usado


O Corolla produzido entre 2002 e 2008 está naquela fase que o mercado gosta: preço relativamente baixo para um conjunto ainda moderno. A verdade é que ele envelheceu bem, diante de Chevrolet Astra e Honda Civic anterior ao "New" parece ser bem mais novo. O vídeo acima resume todas as qua

O sedã e a esquecida perua da Toyota têm um excelente 1.8 de 136 cv que entrega ótimo desempenho com baixo consumo em rodovia. O câmbio manual de cinco marchas é estranho e o automático tem apenas quatro marchas, mas com o tempo se acostuma a eles. Versão Flex apareceu apenas no último período, sendo que a potência com gasolina caiu para 132 cv.

O interior tem ótimo acabamento com materiais macios e bonitos -- alguns frágeis, é verdade. O volante com quatro raios e aro fino combina com a proposta de sedã familiar, embora alguns prefira três raios com raio mais espesso. Incômodo grande é a suspensão traseira macia demais, com três no banco traseiro e alguma bagagem as lombadas se tornam um tormento.

A Toyota Corolla Fielder fez pouco sucesso por dois motivos, o primeiro é o estilo pouco atraente, e o segundo motivo é o porta-malas menor: 411 litros contra 437 do sedã. Isso é raro em peruas, a Renault Mégane Grand Tour, por exemplo, ao menos tinha os mesmos 520 litros do sedã.

28 de jun. de 2020

Nova Strada Volcano é barata e cara, depende do ponto de vista


strada 2021

A Fiat lançou a segunda geração da Strada e uma das novidades é a substituição da versão Adventure pela Volcano como topo de linha. Há quem vá reclamar da troca do motor 1.8 Etorq de 132 cv pelo 1.3 Firefly de 101 cv e até mesmo do fim da oferta do câmbio Dualogic, mas é preciso considerar que a Strada Volcano tem quatro portas, controles eletrônicos de estabilidade e tração e airbags laterais. Ou seja, está mais "tecnológica".


Mas apesar da evolução, a Strada ainda deixa a desejar em certos aspectos quando comparada a outros carros de mesmo porte e preço. No vídeo acima faço uma comparação entre a Strada Volcano e o Hyundai HB20S Diamond Plus falando sobre motores, acabamento e itens de segurança.

6 de mai. de 2020

Honda Civic

Por muitos anos o segmento de sedãs médios era disputado apenas por Chevrolet e Volkswagen, bastou a Toyota lançar o Corolla 2003 para tirar o Vectra da liderança e expulsar do pódio o Santana. Mas a vida do "novato" não foi sempre fácil, em determinadas ocasiões perdeu o posto para o Honda Civic, outro japonês que se mantém sempre atualizado.

O Civic foi nacionalizado na mesma época, ali no final dos anos 90. Estava na sexta geração e usava um 1.6 de apenas 14,8 m.kgf. Em 2006 ganhou a geração de conhecemos como New Civic e desde então tem conquistado um público mais jovem que o Corolla, apreciado por pessoas mais maduras. É porque a diferença entre os dois é nítida.

Naqueles anos o Corolla era um sedã pacato, equipado com o elástico 1.8 VVT-i da família ZZ conectado a um câmbio automático de quatro marchas ou a um manual de cinco -- com engates de caminhão. Suspensão macia até demais, interior clarinho, carro bem agradável no cômputo geral.


O New Civic era esportivo. Direção rápida, volante atua como um guidão, suspensão rígida. Anda em altas velocidades na maior tranquilidade, embora motoristas menos experientes fiquem um pouco tenso com o volante arisco demais. O porta-malas é pequeno, menor que do Vectra hatch -- apenas 340 litros!. Era um carro pra jovens mesmo, até eu o rejeitei quando pude.

A geração seguinte ficou mais dócil, direção mais lenta, design mais convencional. Resolveu dois problemas: consumo elevado e porta-malas pequeno, agora de 449 litros. Esta versão foi abordada na série abaixo.


O Civic de décima geração foi apresentado mundialmente em 2015 e no mercado brasileiro no ano seguinte como modelo 2017. Em termos de design tentou novamente causar impacto como o modelo de dez anos antes, mas envelheceu rápido, em três anos acabou sendo mais um "Hyundai" chamativo. O bom é que as qualidades técnicas estão lá.

O melhor é a direção elétrica variável, que combinada à nova suspensão e ao sistema de vetorização de torque faz do Civic G10 um sedã de comportamento irrepreensível. Continua esportivo, mas não deixa o motorista tenso. Melhor isolamento acústico, suspensão mais confortável, porta-malas de 519 litros: mais familiar, mas ainda entusiasta (um Honda de verdade).

São quatro versões até 2019 e cinco em 2020, uma delas com opção de câmbio manual um delicioso seis-marchas. Os motores são econômicos. Particularmente gosto mais do Civic Sport 2018 na cor branca. 

9 de jan. de 2020

Os carros da Samsung


A briga entre Apple e Samsung amenizou nos últimos anos, mas não custa imaginar como seria uma disputa no segmento de automóveis. Mas a empresa californiana investe apenas em tecnologias de carros autônomos, enquanto a coreana investe em carros convencionais e em 2018 vendeu quase 90 mil exemplares (a "rival" vendeu nenhum).


12 de nov. de 2019

Corolla GLi 2020: o básico deixou de ser básico


Confesso que estava ansioso para conhecer a versão de entrada do novo Corolla, que continua sendo a GLi. A versão foi promovida e agora usa o mesmo 2.0 Flex das demais versões, no caso com 169~177 cv. O câmbio CVT com 10 marchas simuladas também é o mesmo, só não tem as aletas para troca de marcha no volante — comandos manuais podem ser feitos na alavanca.

O preço sugerido é R$ 99.990, mas na Newland dificilmente sai por menos de R$ 104 mil. Como mostro no vídeo, o Corolla GLi 2.0 está muito interessante por dentro e por fora exibe rodas de 16" com pneus altos, mais adequados às novas vidas.

Hoje o mercado de sedãs médios tem boas novidades, Cruze Premier, Kia Cerato 2.0... Sinceramente, está difícil escolher o melhor.

5 de set. de 2019

Corolla 2014-2019: GLi, XEi, XRS e Altis, qual a diferença?

Depois das gerações nove e dez chegou a vez do Corolla vendido entre 2014 e 2019 ganhar um vídeo sobre as diferenças de cada versão. São dois vídeos, um sobre a fase 2014/2015 a 2017/2017 e outro sobre a fase seguinte, 2017/2018 a 2019/2019.




O vídeo é dedicado àqueles que procuram um Corolla e desejam mais detalhes sobre cada versão, qual é a mais vantajosa, mais barata e mais completa. Costumo dizer que qualquer versão é adequada, mas tendo o Corolla GLi 1.8 os melhores preços ele pode ser a versão ideal. Caso esteja procurando um Corolla mais antigo e barato, os vídeos abaixo foram feitos para ajudar.





19 de jul. de 2019

Chevrolet Corvette C8, agora com motor traseiro



A Chevrolet apresentou na Califórnia o Corvette de oitava geração com uma novidade importante, há muito tempo cogitada pela imprensa: motor central-traseiro. Como admirador de Corvette desde a quinta geração geração, que vi pela primeira vez em dose dupla na BR-040 trecho Brasília (era um cinza e um amarelo) e costumava pilotar no Need for Speed: Hot Pursuit II, posso dizer que o carro ficou legal.



É fato que o Corvette perdeu seu maior diferencial, o motor central-dianteiro com transeixo na traseira. Com motor sobre o eixo posterior passa a usar o mesmo layout do conterrâneo Ford GT, de inúmeras Ferraris, Lotus, McLaren, Lamborghini e outros. Mas não pense que o Corvette será comparado a eles.

O maior esportivo da GM desde 1953 continuará tendo preço honesto. A versão básica custará menos de 60 mil dólares, menos que o Alfa Romeo 4C Spider, aquele italiano com menos da metade do motor do Corvette.



Por falar em motor, continua um V8 aspirado com comando no bloco. Com sistema de escapamento opcional rende 502 cv e 65 m.kgf de torque. O câmbio é um automatizado de dupla embreagem e oito marchas, o M1L provavelmente da própria General Motors. O 0-60 mph é feito em menos de três segundos.

Apesar de ter perdido parte de sua personalidade o Corvette mantém alguns predicados importantes. O porta-malas ainda é grande, 350 litros, e pode guardar o teto targa. O interior também lembra o do C7, com comandos e telas direcionados ao motorista. Vejo ali alguma inspiração no Corvette Indy Concept, um conceito de 1985 com motor central-traseiro (sim, há tempos a GM planejava esse C8).







11 de jun. de 2019

Automáticos completos pelo preço de Onix Advantage

Como disse no vídeo sobre os automáticos mais baratos disponíveis no mercado, o câmbio automático está se tornando sonho de consumo dos brasileiros e é inaceitável o fato de Fiat e Renault não terem modelos baratos para concorrer com Onix Advantage e Etios X.

Mas há quem prefira um carro usado de mesmo preço e com mais equipamentos. Na faixa dos R$ 55 mil tem o Peugeot 208 Griffe 2017/2017, um compacto igualmente econômico, com confiável câmbio de seis marchas e motor já conhecido, um 1.6 Flex de 115 cv na gasolina. O mais interessante é o pacote de equipamentos, alguns itens raros até em carros de R$ 200 mil.

O 208 Griffe tem seis airbags, ar-condicionado automático digital de duas zonas, teto panorâmico, central multimídia e outros mimos. Quem quiser algo mais potente e bem acabado tem o 308 Allure 2016/2016, com um excelente 2.0 Flex de 143 cv. Para ver o demais modelos assista ao vídeo abaixo. Inscreva-se no canal para acompanhar meu trabalho.


27 de mar. de 2019

Os carros Mais Belos estão no YouTube

Com satisfação quero apresentar a série Mais Belos, dedicada aos carros mais bonitos que tiveram ao menos 5 mil unidades produzidas. Os vídeos são baseados nos textos publicados em meu site Autoguide.com.br. O todo seis vídeos serão publicados nesta primeira temporada.

31 de jan. de 2019

Canal Automobi TV, assista nossos vídeos

Meu Canal Automobi no YouTube está crescendo e chegando a 1 milhão de visualizações e 7 mil inscritos. Agora quero divulgar essa playlist com todos os vídeos publicados lá, incluindo os mais recentes e os que serão publicados. Assista e inscreva-se.


16 de jan. de 2019

Tracker 2020 aparece antes do previsto



Depois do Onix sedã aparecer em imagens de patente (veja vídeo sobre), chegou a vez do Tracker 2020 dar as caras antes do previsto. A dianteira não mostra nenhuma novidade, segue o mesmo padrão atual da Chevrolet; lateral e traseira, por outro lado, parecem ser de Jeeps.

Vejo na lateral forte semelhança com o Jeep Compass, enquanto a traseira remete à do Jeep Cherokee. A Chevrolet poderia ter usado como inspiração o novo Blazer 2019.

14 de nov. de 2018

Omega australiano, um carro bem versátil


Mês passado estava escrevendo um trecho da minha biografia para colocar em meu Canal Automobi (aproveite e inscreve-se lá) e na busca por fatos importantes me lembrei do jogo V8 Challenge (EA Sports, 2002). Aquele jogo preencheu parte do tempo que deveria ser dedicado aos estudos e despertou curiosidade pela Austrália.

O jogo é ambientado no Supercars Championship, um campeonato para carros australianos criado em 1997 para ser uma espécie de Stock Car Brasil. No começo a disputa acontecia entre Holden (divisão australiana da GM) e Ford, mais precisamente entre Falcon e Commodore, que chegaria ao Brasil em 1998 como Chevrolet Omega CD, logo apelidado de "Omega australiano". Mais tarde seria aberto a marcas japonesas e europeias.

Ford Falcon Ute
Por longos anos o guerreiro AMD Duron rodou aquele jogo e reforçou meu apego à General Motors (fui criado dentro de Chevette, Monza, Corsa e outros GMs). Nunca gostei dos Ford Falcon, achava feios demais e, bem, não tinham nada de Chevrolet...

Gostava muito da pintura dos carros e também as Utes, picapes baseadas naqueles enormes sedãs e equipadas com motores V8 de Corvette. Recentemente fiz um vídeo para homenagear o Holden Commodore, que de certa forma fez parte da minha infância.


Por muito tempo a Holden importava carros europeus e asiáticos e colocava sua marca e algum nome tradicional. Pegava um Vauxhall Corsa e colocava o nome Holden Barina, uma Isuzu D-Max se transformava em Holden Colorado, o Chevrolet Cruze é Holden Astra. Mas o Commodore sempre foi um legítimo sedã australiano com motor americano e tração traseira, ao menos até 2017: agora é apenas um Opel Insignia produzido pela Peugeot.