23 de set de 2009

O resultado das macaquices

O resultado de um passeio pela cidade a 250 km/h.

Ao comando de um veículo, imperícia e vaidade são dois fatores que colaboram bastante para o caos que existe nos hospitais públicos e no trânsito.

Nada oferece mais perigo ao trânsito que quatro jovens num carro bonito. São eufóricos, prepotentes e vaidosos ao extremo. Isso quando estão sóbrios, pois a bebida alcoólica anestesia os nervos deles e tudo piora.

O álcool cauteriza a consciência. Com ele o temor inexiste; a coragem se multiplica. Os efeitos colaterais contrastam bastante com os cuidados que um motorista deve ter. A vaidade surge nas horas de mostrar manobras arriscadas às garotas e colegas. Mostrar o poder do carro ou da moto. A bebida alcoólica e a vaidade compartilham os mesmo efeitos.

Basta andarmos à noite por ruas isoladas para percebermos a quantidade de garotões desfilando com seus carros chamativos. Quando estão devagar mantêm os faróis apagados, usando somente a luzes de posição em cores distintas da comum. Quanto acedem os faróis passam a correr feito loucos, fazendo manobras dignas de profissionais, só que sem a mesma preocupação deles.

Muitos acham que estão a bordo de veículos esportivos. Tem garotos que fazem macaquices em Biz, uma motoneta desprovida de bons freios e com pneu dianteiro – responsável por 70 ou 80% por cento da frenagem de emergência – de seis centímetros de banda. Outros fazem loucuras em picapes médias ou grandes, instáveis em manobras rápidas. Outros ainda põem seus populares para rachar – gíria que denomina o ato de fazer corridas na rua – como se fossem dotados de belos motores, pneus e suspensões.

Em datas comemorativas e fins-de-semana os problemas se agravam. No último carnaval fortalezense houve 222 acidentes, segundo a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) de Fortaleza. A divisão desses acidentes ficou em 174 colisões, 30 atropelamentos, 11 choques com objetos fixos, quatro capotamentos e três outros que são desconhecidos. Mesmo sendo um período com Lei Seca, nota-se que muitos acidentes foram causados por condutores drogados que faziam estripulias.

Porém, muito outros são causados por pessoas que gostam mesmo é de chamar atenção em público. Depois desses acidentes a consciência volta, mostrando que o fim da irresponsabilidade é no hospital. Os corredores ficam lotados deles, que estavam em rachas, perseguições e outras tolices. O cidadão de lei, que se comporta, tem que esperar na fila. E isso é quando há chance de sobrevivência. O Brasil ainda perde muitos jovens no trânsito.

O Estado paga, o cidadão paga. Os desajuizados aumentam os gastos do sistema de saúde e privam os responsáveis dos direitos. Dirigir é coisa séria.

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Artigo relacionado: Pressa? Para quê?

2 comentário(s):

Renato Bellote disse...

As motos deveriam pagar pedágio em SP.

Anderson disse...

Quando ia buscar a minha namorada na faculdade éra um saco aguentar esse "putinhos" com seus carrinhos de merda correndo feito uns bichas loucas e querendo se aparecer.

Bando de imprudentes.]

Desculpem os palavrões.

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