22 de ago de 2008

COREANOS COM NÍVEL SUPERIOR


Os automóveis coreanos sempre foram discriminados pelos brasileiros. Quem se lembra de Daewoo Espero, Hyundai Excel e Kia Shuma sabe do que estou falando. Eram estranhos, frágeis, tinham manutenção cara e precária. A desvalorização chagava a sessenta por cento depois de um ano de uso e por estes motivos eles saíram do mercado. Mas hoje os carros da Hyundai e Kia são a sensação mundo afora.

O destino da Daewoo foi triste. Ela estava com problemas financeiros quando fora adquirida pela já fraca General Motors. Acabou ficando apenas com o mercado asiático, deixando o tão sonhado europeu. Todos os seus modelos (Nubira, Lacetti, Tacuma, Mariz e Evanda) passaram à marca Chevrolet na Europa.

A Kia foi adquirida pela Hyundai, que acabava de trocar de presidente. Essa época marcou o início do novo foco; agora a prioridade era qualidade, não mais quantidade. Foi lançado o utilitário esportivo Kia Sorento, que fez enorme sucesso. Também veio o novo Cerato, Sportage, Opirus, Carnival, Picanto e Magentis, mais Santa Fé, Accent, Azera, Elantra, Sonata, Tiburon e Tucson da Hyundai. Para garantir o sucesso desses modelos a garantia foi de cinco anos no Brasil, sete na Europa e dez nos Estados Unidos.

O mais recente produto do grupo Hyundai é o sedã Genesis (foto no centro). Um carro de luxo com motores que já estão entre os dez melhores do mundo. Será concorrente de Mercedes Classe E, BMW Série 5, Audi A6 e Lexus ES. E o melhor, com preço bem inferior.

Além do mercado de luxo, o grupo quer entrar no mercado dos esportivos com o Hyundai Genesis Coupe, um concorrente mais barato para o Nissan 350Z, mas com motores de até oito cilindros e 380 cavalos. Terá pimenta também na versão esportiva do Kia Pro_Ceed. Como se não bastasse, estará no mercado de híbridos com o Eco_Ceed.

O presidente da Hyundai, Seok-SanJang, diz que copiou o sistema de produção da Toyota, que diminui os gastos com estoque e está sempre lançando produtos novos, diferente dos tempos passados, em que os carros coreanos eram cópias de japoneses e sofriam apenas facelifts. Vale lembrar que no início da indústria automotiva japonesa os carros eram versões modificadas de modelos europeus, e depois de alguns anos que o país teve autonomia no desenvolvimento de novos modelos. O mesmo aconteceu com a Coréia do Sul e acontecerá com a China.

Os carros coreanos agora estão com nível de qualidade e confiabilidade na média, patamar alcançado graças às discriminadas e frágeis imitações. Hoje eles são sucesso na Europa, onde registraram crescimento na ordem de cinqüenta por cento. Você pode acreditar, Hyundai Tucson faz sucesso no Brasil não é por acaso.

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